Quinta-feira,
22 de Junho de 2017
Alunas da FACHUSC tiveram artigo aprovado para
publicação no III Congresso Internacional sobre Culturas - Interfaces da Lusofonia em Portugal
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As alunas Antonia Claudiana Ferreira de Souza e Fagna de Lira Galvão, atualmente
no 3º período do curso de Licenciatura em História na Faculdade De Ciências Humanas do Sertão Central - FACHUSC, com sede em Salgueiro - PE, , bolsistas voluntárias do Projeto de Extensão de Educação Patrimonial vinculado ao Programa Institucional de Bolsas de Extensão do IF Sertão Campus Salgueiro, sob orientação da Professora Mestranda Márcia Farias de Oliveira e Sá, tiveram seu artigo com título
"Memórias do Sertão"
aprovado para publicação e apresentação no III Congresso Internacional sobre Culturas - Interfaces da Lusofonia, onde ocorrerá esse ano na cidade de Braga em Portugal pela Universidade de Minho. O congresso pretende contribuir para o desenvolvimento e consolidação da comunidade lusófona, ou seja, todos os países que possuem o português como sua língua materna.
RESUMO DO ARTIGO
"Memórias do Sertão"
A historiografia oficial e os espaços representativos de memória retratam fatos e momentos de um grupo social marcadamente colonizador, branco e elitista. As memória sertanejas descritas são escassas. Existe neste espaço do sertão nordestino brasileiro, pessoas idosos e representativas de minorias étnicas jurídicas que tem muito o que contribuir com a história de formação da cidade e do país, tendo como referencial a construção do fazeres de Certeau. A memória do sertão é um baú que precisa ser aberto, a vivência e a experiência de contato direto com essa população, como sugere Larrosa, proporciona aos pesquisadoras momentos de descobertas e novas percepções. Essa experiência deu vida ao projeto de Educação Patrimonial que tem permitido que crianças da periferia e da zona rural da Cidade de Salgueiro, cidade do sertão nordestino, perceba-se sujeito da história, pois o projeto possibilitou a identificação com a história local e nacional de um modo diferente daquele adotado nas aulas regulares. A visita a lugares históricos sejam edifícios ou sítios paleontológicos e ou arqueológicos, cria vínculos identitários com o espaço físico no qual está inserido, garantido também a preservação desses espaços bem como a possibilidade de geração de recursos para essa comunidade através do turismo experiencial.
SOBRE O CONGRESSO:
"O
III Congresso Internacional sobre Culturas –
Interfaces da Lusofonia aprofunda um debate
científico, que teve início em 2015, na
Universidade da Beira Interior, e se reforçou em
2016, na Universidade Federal da Bahia. Por
outro lado, este III Congresso Internacional
sobre Culturas constitui um desafio para a
linha de investigação que há muito tempo se
estabeleceu no Centro de Estudos de Comunicação
e Sociedade (CECS), da Universidade do Minho,
a linha de investigação em Estudos Culturais.
Os
Estudos Culturais são contemporâneos do
movimento de aceleração mundial de bens
culturais, pela mobilização tecnológica do
planeta, e da assunção da solidariedade
coletiva, que tem em vista a nossa segurança
global. São contemporâneos, igualmente, do
processo de mundialização dos riscos ambientais
e ecológicos, pelo que acompanham, de igual
modo, o nosso atual desassossego pelas
consequências sociais e culturais das
biotecnologias, que fundem numa amálgama o
humano e o não humano.
É,
sem dúvida, por se instalarem no atual e no
contemporâneo e por habitarem o presente e o
quotidiano que os Estudos Culturais estão
associados aos novos territórios de investigação
nas Ciências Sociais e Humanas: os novos grupos
sociais, de produtores, criadores e divulgadores
culturais; os consumos culturais, de hábitos de
leitura e de utilização da Internet, e de idas
ao teatro, ao cinema, a concertos, a museus, a
exposições de arte; os estilos de vida, os
gostos culturais, os públicos da cultura; os
estudos sobre cultura visual, arte, comunicação
e estética; os estudos sobre género e sobre as
sexualidades; os estudos sobre subculturas
juvenis, urbanas e suburbanas; os estudos sobre
receção dos média por jovens e adultos e por
públicos particulares, como o são as crianças,
os idosos e as minorias étnicas; os estudos
sobre os usos dos dispositivos tecnológicos de
comunicação, informação e lazer (Internet,
Tablets, iPod, iPad, telemóveis, etc.); os
estudos sobre indústrias culturais e e-economia:
moda, turismo, férias, museus, publicidade,
cinema, televisão, rádio, imprensa escrita,
novos média, jogos eletrônicos; enfim, os
estudos pós-coloniais, com incidência particular
nas narrativas identitárias, nacionais e
transnacionais, e nas memórias sociais.
No
que concerne aos estudos pós-coloniais, têm sido
particularmente fecundos no CECS os estudos
lusófonos, que se impuseram como um campo de
investigação, em três direções complementares:
incidindo sobre as narrativas lusófonas como
construção, a várias vozes, de uma comunidade
geocultural, transnacional e transcontinental;
visando as políticas da língua e da comunicação,
como combate simbólico pela afirmação de uma
comunidade plural, na diversidade de povos que
falam o Português; e interrogando a complexidade
do movimento de interpenetração das culturas,
que na interação entre nós e o outro, assim como
na interação entre povos, tanto traduz relações
de encontro, assimilação e dominação, como
compreende, em gradações diversas, relações
colonialistas, neocolonialistas e
pós-colonialistas.
O
III Congresso Internacional sobre Culturas
vem, pois, reforçar um debate presente no CECS
há cerca de duas décadas e que teve expressão
pública no III Congresso Lusófono de Ciências
da Comunicação (1999); no Seminário
Comunicação e Lusofonia (2005); no Congresso
A Comunicação Social e os Portugueses no
Mundo (2006); e, finalmente, no Congresso
Interfaces da Lusofonia (2013).
O
que pretendemos neste III Congresso
Internacional sobre Culturas – Interfaces da
Lusofonia é que ele constitua o espaço de um
debate alargado, que contribua para o
desenvolvimento e a consolidação da comunidade
lusófona de Ciências Sociais e Humanas."
Sobre a Universidade de Minho

Fundada no ano de 1973, a Universidade do Minho recebeu os primeiros estudantes no ano letivo de 1975/76. Hoje, é reconhecida pela competência e qualidade dos professores, pela excelência da investigação, pela ampla oferta formativa graduada e pós-graduada e pelo seu alto nível de interação com outras instituições.
Por estas razões, a Minho é um agente central na região, uma importante referência nacional e um parceiro reconhecido no panorama europeu e global. Localizada no Norte de Portugal, a Universidade tem um campus na cidade de Braga e outro na de Guimarães.
Sobre a cidade de Braga

Braga é uma cidade portuguesa fundada pelos romanos como Bracara Augusta, provavelmente no ano 16 a.C.. Situa-se no Norte de Portugal, mais propriamente na região do Minho, e possui 112 129 habitantes.
É um local cheio de cultura e tradições, onde a História e a religião vivem lado a lado com a indústria tecnológica e com o ensino universitário.
Cidade bimilenar composta maioritariamente por jovens, em Braga a "Porta está sempre aberta" como sinal de bem receber. |